Hoteis
em Balneario de Camboriu - Santa Catarina - O Hotel Barra Sul
esta entre os excelentes Hotéis para hospedagem no Natal,
Ano Novo, Reveillon, Carnaval, Pascoa, enfim todos feriados
e férias, tornando a vida dos turistas, seus pax inesquecivel
em Balneário de Camboriú, Santa Catarina - Turismo
Veraneio, Verão na piscina do hotel, Retiro, local treinamento,
sala reuniões, casamento, lua de mel, eventos de empresas,
Comemoração, carnaval, Pascoa, secretaria, Hospedagem
para Beto Carrero World.
A fundação
do município de Balneário Camboriú ocorreu
apenas em 1964, quando se emancipou de Camboriú, passando
a ter o mesmo nome, mas com o substantivo "Balneário"
incorporado ao nome. Os primeiros habitantes da região
eram indígenas da tribo Guarani. A colonização
começou a ocorrer com a chegada do colono [natural da cidade
de Lamego - Concelho de Viseu - Portugal) Baltasar Pinto Corrêa
(1802-1876) para fundar a colônia de Bom Sucesso. Pertenceu
inicialmente a Porto Belo. Com o desmebramento da cidade de Itajaí
de Porto Belo, Camboriú passou a pertencer a esta cidade.
Em 1884 Camboriú desmembrou-se de Itajaí. Em 1952
foi criado o Distrito de Praia de Camboriú e a emancipação
só aconteceu em 20 de julho de 1964.
Balneário
Camboriú - SC esta a uma latitude 26º59'26"
sul e a uma longitude 48º38'05" oeste, com altitude
média de 2 metros.é um município catarinense
na região sul do Brasil,
sua área é de 46 km², sua população
em 2007 era de 94.344 habitantes, excluindo os estudantes moradores
na baixa temporada, tem uma das maiores densidades de prédios
do Brasil, apesar de possuir uma população média
fixa de 90.000 habitantes, possui uma estrutura de edifícios
que comportam quase 1 milhão de pessoas, marca essa ultrapassada
na alta temporada, foi eleita o município com melhor
qualidade de vida do litoral catarinense, sendo a segunda do
estado, ficando apenas atrás de Florianópolis,
segundo pesquisas realizadas pela ONU, está entre as
50 cidades brasileiras com maior IDH, ficando na sétima
colocação, foi fundada em 1964, quando se emancipou
de Camboriú, passando a ter o mesmo nome, mas com o substantivo
"Balneário" incorporado ao nome. Economia -
A principal atividade econômica do município é
o turismo. Na Barra sul do município se encontra um teleférico
que liga o município a praia de laranjeiras. Tem importantíssimo
segmento voltado para a construção civil, seus
imóveis são super valorizados com média
de R$ 3.000 reais o metro quadrado. Durante o ano a procura
por Balneário Camboriú é feita não
apenas por brasileiros, mas por turistas da América Latina
(principalmente argentinos, uruguaios e paraguaios), América
do Norte e também por países da Europa. Se destacam
o comércio, prestação de serviços
e varias casas de gastronomia. São 100 hotéis,
350 imobiliárias e 1035 edifícios de classe média
e alta.
Nem sempre a memória
de uma cidade está nos livros, pelo menos não
a história informal que muitas vezes e especialmente
no caso de Balneário Camboriú-ainda está
na memória dos nativos da cidade, dos nossos velhos,que
guardam com uma seriedade incomum cenas que não sabem,
não voltarão a acontecer. Uma tarde de aula com
um desses nosso "velhos"daria a noção
exata do que foi Balneário Camboriú,como e porque
se desenvolveu e chegou onde está.
Confira em três tempos um pouco da nossa história:
MANOEL SINFRÔNIO RODRIGUES
Manoel Sinfrônio
Rodrigues, conhecido como Tecão, fez 96 anos dia 26 de
julho de 1996. Ouvindo mal, falando pouco e com a sabedoria
de quem nasceu na virada deste século, ele sorri (com
seus no máximo três dentes na boca) ao lembrar
dos bons tempos em que as poucas pessoas do bairro da Barra
(os pioneiros da praia) viviam essencialmente da pesca abundante
e da roça de arroz, milho, feijão e mandioca.
Ele é responsável por quatro gerações
que ainda sobrevivem da pesca e ainda moram na Barra. Pai de
nove filhos, dos quais apenas dois ainda vivos, tem 40 netos,
32 bisnetos e um tataraneto.
O pescador mais velho da cidade ainda consegue se lembrar das
primeiras famílias que povoaram o local e trouxeram o
progresso.
Com boa saúde,
ele se orgulha em dizer que se alimenta só de peixe e
que o progresso foi bom para a cidade. Indiferente ao fato de
possivelmente fazer cem anos na passagem do próximo século,
ele limita sua vida a presenciar o trabalho da família
limpando quilos e quilos de sirí, andar pela casa ou
simplesmente ficar sentado durante horas olhando para os barcos
atracados no rio.
LADIMIRO PINHEIRO
Há dois anos
um atropelamento tirou as duas pernas do pescador Ladimiro Pinheiro
e com isso sua possibilidade de trabalhar, como sempre fez aos
longo de pelos menos 60 dos seus então 80 anos. "Se
não acontecesse isso eu estaria tarrafeando até
agora" diz Ladimiro, 82 anos, mesma idade de sua esposa
Gracinda com quem vive há 54 anos.
Em frente a praia onde nasceu, Ladimiro comprou uma chácara.
"Consegui tudo trabalhando muito, fiz tudo sozinho",
orgulha-se. E lembra o quanto era bom o tempo do engenho de
farinha, das vacas de leite, da plantação de quase
400 pés de cajú e das roças. "Dinheiro
não havia", conta e o pouco que circulava "era
de cobre mesmo". Naquela época também não
havia eletricidade, "a gente botava azeite de tainha num
caco, acendia um pano dentro para andar de noite", lembra.
Outro fato pitoresco era a produção do fogo, já
que fósforos também não havia e a brasa
da fogueira era mantida sobre cinzas para ser reaproveitada
no outro dia. "A gente não podia deixar o fogo apagar",
conta o pescador.
Ladimiro Pinheiro não consegue lembrar bem a data, mas
sabe que "o primeiro carro que varou na praia, quando ainda
era moço, veio de Blumenau". Foram os alemães
de Blumenau que interferiram um dia na privacidade de um grupo
de moradores que nadavam nús no mar "quando a gente
só tirava a roupa, botava no meio do mato e tomava banho
tudo em couro".
O primeiro terreno foi comprado por outro blumenauense "um
tal de Deck", depois vieram outros."Foi indo, veio
a guerra da Alemanha e depois a BR-101 fez um travessão
ali". A primeira escola, lembra, foi a Mingote Serafin,
que também tinha um salão de baile e uma venda
a granel no Pontal Norte. O pescador não aprendeu a ler
porque era muito longe e o único acesso era pela praia.
DE DONA MUCH ATÉ
HIGINO PIO
"Meu marido
sempre dizia que a cidade ia crescer, mas eu nunca pensei que
fosse ficar tão grande assim". A declaração
é de Rosinha Maria daSilva, a dona Much, 78 anos que,
ao lado do marido Bruno Silva, foi uma das desbravadoras da
praia, nos idos de 1940.
A família Silva é pioneira em Balneário
Camboriú e sua história está em todos os
registros da cidade. Vindos de Gaspar (SC), Bruno e Dona Much,
e o filho mais velho Alvaro, então com menos de uma no,
abriram o primeiro comércio onde hoje existe um Calçadão
na avenida Central. Junto com o armazém funcionava uma
pequena pensão.Bruno participava ativamente da vida política
da cidade. Foi ele quem encabeçou o movimento para trazer
a luz para a praia.
Quem veio instalara luz foi Aldo Novaes, que trabalhava em Joinville.
Ele ficou hospedado na pensão da família Silva,
tornou-se amigo da família e, junto com Bruno, participava
do PSD.
Em 1952 Bruno Silva faleceu e Aldo Novaes continuou na política,
elegendo-se vereador por Camboriú. Em fevereiro de 1964
foi o autor do projeto para criação do município
de Balneário Camboriú. Dos sete vereadores,cinco
votaram a favor. O município de Balneário Camboriú
foi criado em 8 de abril de 1964, desmembrando-se do município
de Camboriú.
Em 24 de junho o governador Celso Ramos decretou a data de 20
de julho de 1964 para instalação do novo município.
Houve uma grande festa na praia.
Nove dias depois o governador nomeou Ewaldo Schaeffer para prefeito.
Um ano depois nomeou Aldo Novaes para prefeito. Ele ficou no
comando do município até novembro de 1965, quando
assumiu o primeiro prefeito eleito Higino João Pio.
Higino Pio, em1969, época da revolução
militar, foi "convidado"a prestar depoimento no quartel
da Marinha em Florianópolis. Ficou11 dias preso e, ao
final deste período, foi encontrado morto por enforcamento.
Dois respeitados médicos legistas realizaram a autópsia
e, no ano passado, em entrevista ao jornal Página 3,
voltaram, a afirmar que Higino Pio não foi torturado
e nem morto pela repressão e que se enforcou realmente.
Os familiares dizem que foi por "vergonha" e um amigo
íntimo revelou que Higino Pio sofria de claustrofobia
o que pode tê-lo levado ao desespero e ao enforcamento.
Nunca a repressão conseguiu provar nada contra a administração
de Higino João Pio. Ironicamente seu sobrinho, Luiz Eduardo
Cherem, vice-prefeito eleito, viria a ocupar, em1996, a prefeitura
por 87 dias, em substituição ao prefeito eleito
Luis Vilmar de Castro, afastado por corrupção
pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina.